Casa do Cabeça

segunda-feira, outubro 20, 2003

Sob ténue luar me deito,
ostentando em mim as palavras de quem ruma...
de quem ruma sem rumo,
de quem navega sem saber navegar

Um olhar triste que perdura,
como que um porto que não nos deixa atracar
e sair da espuma branca das vagas
deixando por momentos a doce imensidão que é o mar...

Por vezes deixo-me levar observando ao longe as gaivotas,
dançando com a corrente, em laivos de graciosidade, de beleza..
Não menos belo que o vento frio que nos corta a face..
lembrando-nos da realidade fisica de nós próprios.

Sem mais, flutuando em pensamentos que me arrastam..
espero o pôr-do-sol, que antecede a lua
a lua, cuja cumplicidade me faz alucinar
Protegendo-me...

Um olhar, um luar...

O mar...

AMAR!



tp