Casa do Cabeça

segunda-feira, outubro 31, 2005

Casa do Cabe�

Olá meus ricos meninos... Isto é nada mais nada menos que um protesto... Um enorme protesto... Porque só se falam de coisas sérias nesta casa onde o bom senso e a lógica não entravam?
Agora o pessoal fala, fala e fala... e diz mesmo alguma coisa... que tristeza tão grande...
Por um lado ainda se dá alguma atenção à palhaçada e aos intervinientes da palhaçada... à politica e aos politicos... enfim... Triste vida a minha...

MAD

"Para quem escrevem os jornalistas?"

Dos leitores
Que consciência têm os jornalistas dos destinatários das suas mensagens?

Para quem escrevem os jornalistas? Quem são os verdadeiros destinatários das imagens, das notícias, das crónicas?

Na rotina básica das redacções, a resposta a estas perguntas tem três variáveis possíveis. Uma é quantitativa as audiências. A segunda consiste na percepção dos jornalistas sobre os gostos do público. A terceira decorre dos estudos mais aprofundados quanto às preferências dos leitores, ouvintes ou telespectadores.

Qualquer das três respostas tem limites. A primeira mede apenas números relativos a mudanças de comportamento - comprar este jornal ou ver aquele programa de televisão - dos destinatários. Como é quantitativa, gera a ilusão de representar verdades matemáticas, indiscutíveis. E leva-nos a trocar o longo prazo pelos resultados imediatos.

A segunda traduz-se, de um modo geral, no preconceito de que o público só tem interesse por coisas básicas e não quer saber de assuntos difíceis. Desde logo validando o argumento de que abordar assuntos sérios leva ao fracasso e vice-versa.

A última é a mais eficaz. Mas em quantos casos os media possuem a capacidade (e uma estrutura) para interpretar e tornar operativos os resultados de inquéritos de opinião mais profundos do que a audimetria, como os grupos de foco? A diferença entre ambas é que, na primeira, os destinatários são números. E, na segunda, pessoas que falam.

Uma extraordinária invenção do século XX, o correio electrónico, permite aos jornalistas ir mais longe. Neste segundo período em que esta crónica de televisão conheceu periodicidade diária (e, agora, em virtude de novas funções que desempenharei neste jornal, passará a ter periodicidade semanal, em dia ainda a definir), dizia eu que o mais grato deste período foi o diálogo regular com os leitores que o correio electrónico permitiu.

Na crítica, no elogio ou na correcção de erros, esse diálogo dá ao jornalista um acesso totalmente novo à forma como aquilo que escreve é lido. Mesmo que nem sempre seja agradável - e os jornalistas não são diferentes ninguém gosta de ser criticado ou atacado. A grande diferença é que, com ferramentas como esta (mais do que com a velha carta) os jornalistas e os leitores falam. Seja o que for que digam, estabelece-se uma interactividade ou, melhor, uma intersubjectividade. Evidentemente, essas mensagens só hipoteticamente representam um universo quantitativo mensurável; mais importante do que isso é o jornalista ter consciência da relatividade do monopólio da palavra que ainda detém.

Miguel Gaspar
e-mail
miguel.gaspar@dn.pt

El poeta popular


Placa encontrada junto à entrada de uma das propriedades no Casal do Bruxo
Vejam só que doçura...

NM

sábado, outubro 29, 2005

quarta-feira, outubro 26, 2005

O Presidente sou eu

Mais um bom serviço público do Sapo.pt

Blog O Presidente sou eu

NM

domingo, outubro 23, 2005

Disparates da minha cabeça


Não sei há quanto tempo lá está mas só hoje é que reparei num inquérito que o Jornal D’Alenquer online tem na sua página principal (ver imagem). A pergunta é:

Com a coligação PS-PCP na Câmara Municipal quem sai prejudicado?

As respostas são:

PS
PCP
PSD
População

Disparates que me vieram à cabeça:

1º - Acho que acordo não é o mesmo que coligação!
2º - Pelo que sei, o possível acordo separa bem as águas (uma coisa é o PS e a outra a CDU).
3º - PSD?? Andaram os homens a bater na tecla para que se percebesse que era uma coligação e que lhes chamassem coligação Pela Nossa Terra e agora vem PSD e não coligação… Apesar de não haver duvidas que o PSD é que tinha a força na candidatura, não nos podemos esquecer que existem eleitos dos outros partidos, nomeadamente do CDS.
4º (e a principal) - E que hipótese de resposta tenho se achar que não há prejudicados?! Pelos vistos, para o Jornal D’Alenquer tem que haver obrigatoriamente prejudicados.
5º - Acho que não preciso de dizer mais nada. Tirem as ilações…


NM

sábado, outubro 22, 2005

Palavras ao vento

DISCURSO DO PS ANTES DA POSSE GOVERNATIVA:

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar nossos ideais.
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DISCURSO DEPOIS DA POSSE: Ler as linhas inteiras DE BAIXO PARA CIMA

quinta-feira, outubro 20, 2005

Nick Drake na Casa do Cabeça



NM

Alto risco

NM

Tecnologia 3G em África

José Sócrates e o seu motorista...

O José Sócrates e o seu motorista viajavam no campo, por estrada,quando subitamente apareceu um porco e sem poder evitar atropelaram o animal, matando-o instantaneamente.
Sócrates disse ao seu motorista para localizar a quinta a que pertencia o porco e para explicar ao dono o que se tinha passado. Três horas depois, regressa o motorista cambaleando, com uma garrafa de vinho numa mão e uma caixa de charutos noutra, e o cabelo e a roupa totalmente desarranjado.
- O que aconteceu?... perguntou o 1º ministro ao motorista.- ao que este respondeu:
- Bem, o agricultor dono do porco ofereceu-me esta garrafa de vinho, os charutos e a boazona da sua filha fez amor comigo 3 vezes duma maneira selvagem.
- Mas o que lhes disseste?
- Disse-lhes: Sou o motorista do Engenheiro José Sócrates e acabo de matar o porco!!!

Recebido por e-mail

quarta-feira, outubro 19, 2005

Terminator 27 - O regresso das aves

Não há volta a dar a gripe das aves está em todo o lado. Na Roménia, na Grécia, na Ucrânia, na BBC, na TVI, na CNN, na SIC, nos jornais, nas rádios. A pandemia informativa está em marcha... Os mapas nos ecrãs de televisão denunciam a ameaçadora progressão do vírus, como se este fosse um exército conquistando país atrás de país. Na verdade, o que os mapas estão a mostrar é o efeito das migrações das aves.

Miguel Gaspar (DN)

sábado, outubro 15, 2005

Procura-se informações sobre a Festa do Divino

Pessoal, vamos ajudar a Odara que nos deixou esta mensagem.

"Olá! Sou do Brasil e estou fazendo um trabalho sobre a Festa do Divino e soube que a mesma teve início em Alenquer. Se você souber de algo que possa me ajudar a respeito da festa e sua origem, por favor, mande um e.mail para: odarafagundes@yahoo.com.br
Obrigada, Odara."

Mocas

Como o senhoria da casa se esqueceu de dar a "boa nova", e o facto é tão importante que não pode passar ao lado de ninguém, então tomei por livre iniciativa dar eu a noticia.


Atenção

A Casa do Cabeça (verdadeira, real, física e não cibernética) tem um novo "compincha"!. Apresento-vos o Mocas (irmão do Cabeça).

NM

segunda-feira, outubro 10, 2005

Amigo... mas menos

A música de campanha de Álvaro Pedro (AP) dizia "(...) Álvaro Pedro, o amigo de Alenquééééérrr"

A ver pelos resultados eleitorais, afinal ele só é amigo de uma maioria relativa e vice versa.

NM

terça-feira, outubro 04, 2005

Pac Alegre

Aconselho-vos a perder 2 minutos para ler este artigo

E Alegre se fez jovem

A falta de confiança na política não começará numa falha de comunicação?

A entrada efectiva de Manuel Alegre na corrida a Belém começou com as sondagens, nomeadamente a que dava o poeta à frente de Soares numa hipotética segunda volta contra Cavaco. Um segundo momento relevante aconteceu quando Pacman, a cara dos Da Weasel, banda farol do hip hop português, aceitou ser mandatário para a juventude de Alegre. Ao mesmo tempo que corria a notícia dos antigos amigos que subitamente deixavam de apoiar o autor de Trova do Vento que Passa.

Quem está por dentro da política considerará Pacman um fait divers pouco relevante. Até por não ser reconhecido como personalidade televisiva, como são Bárbara Guimarães, Moita Flores ou até o impactante José Maria Martins. Mas uma dúzia de notáveis do PS não valem, em termos de impacte mediático, o apesar de tudo discreto Pacman.

Não pretendo com isto deitar palpites sobre o sentido das palpitações dos eleitores. Quero apenas falar de como o mundo da política desconhece por completo tudo o que lhe seja exterior. A política recorre a personalidades mediáticas por considerar que o mundo mental dos eleitores se resume ao horário nobre das televisões. Triste engano. Em parte, a crise institucional em que mergulhámos resulta de uma falha de comunicação.

Ora a relevância da escolha de Pacman começa no facto de ser um músico popular, mas não televisivo. É uma figura fora do sistema e contra o sistema, como aliás mostram as letras dos Da Weasel. E Alegre não só se tornou uma figura fora do sistema. Por via do conflito com Soares, ele passou a ser visto como uma vítima do sistema. Pode captar o voto do descontentamento e enquadrá-lo num contexto onde a intensidade emocional está garantida. E, na gramática do mundo de hoje, a emoção é o sinónimo da verdade. Com Pacman, nasce ainda uma ponte entre o canto de protesto dos anos 60 e a música de protesto da geração actual. O mito actualiza-se e Alegre se fez jovem.

A reacção anti-sistema que domina o país passa pelo descontentamento económico, pela incerteza quanto ao futuro e mesmo pelas expectativas excessivas fabricadas a partir dos estilos de vida promovidos pela televisão. Mas o mais grave de tudo é a incapacidade dos actores políticos em ver o mundo além da grelha auto-referencial em que se movem. E, consequentemente, em comunicar reconhecendo nos outros (os cidadãos) a autonomia para produzir discursos próprios. Ou seja, em compreender que os mesmos cidadãos que se disponibilizaram para os sacrifícios tornaram-se mais exigentes em relação ao discurso e aos actores políticos. E quem souber explorar a porta aberta por esse défice...

Miguel Gaspar
e-mail: miguel.gaspar@dn.pt

NM

segunda-feira, outubro 03, 2005

Um tesouro

Para quem se interessa e não conhece, não pode perder este blog tão delicioso.

http://blogautarquicas.blogs.sapo.pt/

NM